terça-feira, 26 de janeiro de 2010

O Convite

Baby baby
When we first met I never felt something so strong







Ontem fiquei preocupada com o Mateus e tive que ligar para ele. Atendeu-me com uma felicidade tão grande que nem parecia ter acabado um relacionamento. Ele disse que foi por causa da minha ligação. Que bom! Devemos sair hoje à noite tenho que falar com Lisa a respeito, para saber o horário e tudo direitinho...
− Alô! Lisa?
− Diga amiga!
− Olha te ligando para saber que horas que nós vamos hoje?
− Umas oito agente já pode estar lá no café...
− Ta legal então.
− Ah! Ia esquecer de te dizer. A Camila vai dar uma festa no final de semana que vem. Ela mandou o seu convite por mim ontem. Está aqui comigo. Depois eu te entrego.
− Ta bom. Você vai?
− Não sei ainda. E você?
− Só se você for. Hahahaha.
− Até lá eu resolvo. Agora vamos descer. As férias acabaram lembra? Temos que ir para a escola.
− É verdade, nem me lembra.
 A festa seria uma ótima pedida para esse início de ano. Ainda estamos com aquele pique de fim de ano.
 Hoje fui para a escola no carro da mãe da Lisa. E na verdade é bem melhor quando a mãe dela nos leva porque ela é totalmente descontraída e às vezes nem parece que tem lá os seus quarenta anos. A minha mãe já é bem mais contida. Com todo aquele jeito de psicóloga, tentando fazer tudo parecer extremamente correto e seus atos corresponderem a aquilo que os outros esperem que seja feito. Não sou assim. E isso aprendi com a Lisa. Sempre me ensinou a ser eu mesmo independente do que vão pensar. Adoro essa forma que ela me trata. Permitindo me descobrir e foi por isso que somos tão amigas.
 A mãe da Lisa deixou agente na frente da escola. E sai com o som do carro em um volume altíssimo.
 Hoje Rick e Mateus não estavam na frente da escola, só os encontramos depois que entramos no campus.
− Oi meninos!
− Oi Mille. Lisa!
− Oi Mateus. Cadê o Rick?
− Está vindo ali.
− Oi garotas! E ai todo mundo animado para a festa da Camila?
− Eu não estou muito não. Já tenho um monte de material do jornal para revisar e editar. Estou com medo de não dar tempo de entregar tudo pronto até semana que vem.
Lisa como sempre nada animada com festas.
− Ah! Vamos sim Lisa... Nos juntamos e ai a festa vai ser a melhor que você já foi. Sabe que com agente as festas sempre são ótimas.
Rick como sempre animado com festas.
− Vamos sim pessoal. A Camila é muito legal e ia ficar desapontada se não fossemos.
Concordei com Mateus.
− É mesmo. Eu sei que a Lisa vai. Por nós.
Fiz uma cara de criancinha que vai chorar, aquela que a Lisa não suporta porque é a que faz ela fazer o que eu quiser.
− Fazer o que. Vocês quase me obrigando. Ah!!! Pessoal hoje as oito no café.
− Claro marcado.
 O café é o nosso segundo ponto de encontro depois da escola. É lá onde tiramos para conversar sobre tudo. Vai desde a fofoca de nós meninas, músicas, famosos até os assuntos de futebol de Mateus e Rick. E lá serve o melhor milk-shake da cidade.
− Então ta hoje às oito. Lisa vamos a cantina? Saí correndo de casa, e não deu tempo de comer nada. Se minha mãe soubesse ia me matar.
− Vamos lá. Antes que os sensores dela indiquem que você está sem nada no estomago e comece a te ligar desesperada.
 Lisa como ninguém sabia como minha mãe era neurótica e super protetora. Bem diferente do meu pai. Sei que ele me adora mesmo ficando pouco tempo juntos. Só nos finais de semana por eles serem separados. Mas ele é menos preocupado e nem por isso deixa de gostar de mim. Na verdade me dou bem melhor com ele do que com minha mãe, não que ela não seja uma ótima mãe, conselheira e amiga. Sabe conversar como ninguém. Mas parece que ela entrou em uma disputa idiota com o meu pai para ver quem me dava mais atenção depois que eles se separaram. Isso acabou colocando ela meio neurótica em ficar tomando conta de mim. Ela também se culpa muito por não ter conseguido manter o nosso lar em estabilidade. Ela se achava na obrigação de ter que fazer tudo perfeito e derrepente viu seu casamento se desfazendo aos poucos. Meus pais hoje até que se dão super bem, ainda freqüentam a casa dos mesmos amigos sem nenhum receio. E sabiam que eles terem se separado foi até melhor. Em casa viviam em contenda. E isso não vazia bem a ninguém nem a eles nem a mim mesmo. E hoje eles tem um relacionamento amigável cada um em sua casa. Vejo que foi melhor para todo mundo.
  Nos direcionamos para a cantina. A Lisa me entregou o convite da Festa da Camila. Um lindo cartão lilás escuro com meu nome em dourado e dentro a data local e o nome da aniversariante bem grande.
− Aqui o seu convite. Você que está tão animada para a festa sem ele não entra.
  E quando dou os meus primeiros passos pela cantina vejo o Lucas. Aquele garoto novo na escola que tínhamos conhecido outro dia. Me virei para o outro lado para fingir que eu não o tinha visto. Mas minha investida foi inútil. Ele percebeu, deixou o que tinha em mãos em cima de uma mesa e começou a se mover em nossa direção. Vinha com um sorriso meio perturbador, e na verdade eu começava a perceber que tudo nele me soava perturbador. Ajeitou o cabelo de uma forma sedutora. Eu ameacei sair, mas fui contido pela Lisa que me segurou pelos ombros de com um jeito amigável e engraçado, esboçando um sorriso meio que palhaço para o menino.  

− Oi... Vocês de novo.
  Lisa não me deu tempo de tentar uma saída estratégica e já foi logo respondendo com entusiasmo.
− Olá. Para você ver como essa escola não é tão grande assim. Agente acaba se esbarrando uma hora ou outra. E você? Tudo bem nos primeiros dias de aula?
− Foi tudo bem. As pessoas são bem receptivas aqui.
  Ele me olhou de lado como se me dissesse algo. E nesse momento ele viu o convite em minha mão.
− Vocês vão à festa?
  Respondi. Que sim. Mas a Lisa com “espontaneamente” pôs se a dar detalhes a respeito.
− A festa vai ser Domingo agora na casa de uma amiga nossa a Camila, do segundo ano também. A galera toda vai.
− Legal. Eu recebi convite também.
O que!!!!!! Fiquei surpresa. É quase um milagre os calores começarem a freqüentar as festas dos veteranos logo no inicio do ano.
− Como você conseguiu ser convidado?
 Fiz a pergunta em um ton de desespero o que mais tarde me deixou extremamente com vergonha.
− Eu sou novo aqui, mas sou do segundo ano assim como vocês. Eu estudo na sala da Camila.
− Ah sim. Pensávamos que você ainda fosse do primeiro ano.
− Não vim transferido da escola da minha cidade. Porque mai pai está envolvido na construção de um prédio aqui na cidade. Aí tivemos que nos mudar para cá. A menos de quinze dias que estamos na cidade.
− A que legal. Então é mesmo tudo novo para você aqui.
 Eu parecia estar nem ligando para o que ele falava. E na verdade o fazia propositalmente para que evitasse entrar em outros assuntos. Mas a Lisa parecia que queria me torturar continuando a conversa. E ele continuava a me olhar de forma indagatória isso me deixava nervosa. Negava-me até mesmo em olhar para ele.
− Mas então vejo vocês na festa?
− Nem sei. Ando meio cansada.
Usei uma das minhas piores desculpas para que a Lisa a estraga-se. E além do mais incrivelmente mudou completamente de idéia quanto a ir para a festa.
− Ah fala sério Mille nós vamos sim. Te vemos lá. Lucas não é.
− Isso mesmo. Ta bom então, Mille e Lisa?
− Isso mesmo.
 Felizmente ele estava indo. Mas antes de deixar o ambiente ficou na minha frente e me deu um beijo bem lento em um dos lados do rosto. Fique vermelha com aquilo, nunca esperaria que um garoto que praticamente acabei de conhecer tomasse a liberdade de ter um contato tão intimo comigo.
  Ele também deu um beijo na Lisa, contudo foi bem menos tenso do que o que ele tinha dando em mim. E foi embora mais lento do que da ultima vez que tínhamos nos visto. E dessa vez na metade do caminho virou-se para trás. E deu mais um de seus sorrisos.
  E agora mais do que nunca me encontrava em desespero com tudo que estava acontecendo dentro de mim. Por que estava agindo daquele jeito? Por que não conseguia agir normalmente perto de alguém que eu mal conhecia. Nunca tinha sido tão desconfortável e tão agradável ao mesmo tempo estar perto de alguém. Estava mesmo precisando por minhas idéias no lugar e conseguir naquele momento entender a mim mesma.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O novo solteiro.

Throw it away
Forget yesterday
We'll make the great escape
We won't hear a word they say
They don't know us anyway
Watch it burn
Let it die
Cause we are finally free tonight

“The Great Escape” Boys Like Girls





É incrível como nós não nos conhecemos. Na verdade achamos de forma leviana que somos totais detentores daquilo que pensamos e da forma que agimos. E em vários momentos da vida vemos que isso não é verdade. Infelizmente somos levados pela emoção dos acontecimentos e quando vemos nossos atos já não corresponde a aquilo que achávamos que faríamos em momentos surpreendentes da nossa vida. Ontem me vi totalmente submissa a um sentimento que até agora não sei do que realmente corresponde. E o que mais me intriga é como aquele menino e aquele acontecimento ficaram marcados em minha cabeça. Pensei no que tinha me ocorrido durante horas a fio. Mas resolvi por fim esquecer tanta confusão na minha mente logo no inicio das aulas.
  Tinha muita coisa para me focar nesse inicio de ano. Já tinha em mãos o novo horário e felizmente aula vaga às sextas-feiras o que significava mais tempo com os meus amigos após as aulas. Lisa já estava ocupada com suas obrigações com o jornal da escola. Ela adora escrever a já no nosso primeiro ano na escola ela consegui entrar para a equipe do jornal por escrever muito bem.
 Hoje cheguei um pouco atrasada na escola por que Lisa teve que sair mais cedo e não fomos juntas, o que significa que ela não passou na minha casa para me chamar e conseqüentemente dormi além da conta.
 Chegando à escola me encontrei de cara com Rick. Tava conversando sobre o futebol que tinha passado ontem na TV.
− Oi Mille! Tudo bem?
− Tudo. E com você?
− Também.
− Cadê o Mateus e a Lisa?
− Ele deve estar no ginásio. Acabou de sair daqui. Já a Lisa apareceu por aqui um pouco mais cedo. Mas muito rápido parece que tinha algum compromisso com o jornal.
­− É eu sei.
 Nossas vidas escolares mal começam e já temos tanta coisa para resolver. Por isso que ao fim do ano já estamos totalmente desgastados com todo esse movimento de pessoas, compromissos e obrigações além do que se define dentro das salas de aula.
− Rick eu vou procurar ela e depois subimos direto pra sala. Nos vemos lá.
− Ta bom.
− Até mais.
  Quando andava assim sozinha pelos pátios da escola via como eu sentia falta da Lisa nas pequenas coisas. Como já sabia aonde encontrá-la cruzei a escola para ir ao encontro dela na redação do jornal da escola. Chegando lá quem me atendeu foi uma garota que eu não gosto muito do 3º ano. Perguntei sobre a Lisa e ela foi chamar. Consegui chegar lá quando ela já estava desoculpada.
− Mille! Vamos correndo para a aula estamos atrasada.
− É eu sei. Vim aqui só para te chamar. Vamos então.
− Uhum...
 Lisa pegou sua bolsa de caveirinhas, um monte de papel, alguns livros, e tentando equilibrar aquilo tudo e ao mesmo tempo abrir a porta deixamos a sala.
− Sabe da última?
− Qual?
− O Mateus. Terminou com a Marissa.
− É mesmo. Ele nem me disse nada.
− Por que eu acho que foi ontem à noite por telefone. Algo assim. Ele estava conversando com o Rick mais não quisemos entrar em detalhes quando ele estiver afim conversa com agente.
− É mesmo. Mas será que ele está bem?
 A Marrisa é uma das garotos que freqüenta a roda de amigos que o Mateus freqüentava antes. Mas sabíamos que esse rolo não daria tão certo. Ela é muito impulsiva, não quer nada sério e eles só ficaram muito tempo junto porque freqüentavam os mesmos ambientes e assim estavam sempre juntos e foi essa a maior afinidade entre os dois. Digamos que ela não é daquele tipo de garota que fica com um menino por muito tempo. Mesmo com um menino que faz tanto sucesso com as garotas como o Mateus.
− Deve estar. Tenho certeza que mais do que quando ele estava com ela não é Mille. Sabemos que ela não dava a atenção que o Mateus merecia.
− É.
Chegamos à sala e sentamos como de costume nas terceira e quarta cadeiras do canto direito e Mateus ficava atrás de nós e por ultimo na fila estava Rick. A sala até que estava silenciosa. Só eram escutados os burburinhos ocasionado pela conversa de cada um presente na sala. Me virei para Mateus para questionar-lhe a respeito do termino de seu namoro.
− E ai Mateus como você esta?
− Estou bem Mille. Não precisa se preocupar.
− Claro que precisa. Somos seus amigos. Se não puder contar conosco com quem vai.
É muito engraçado como os meninos não possuem a desenvoltura que as garotas tem para falar de seus problemas. Se fosse eu ou a Lisa já estaríamos em prantos, nos lamentando em como fomos legais com o ex, e que não merecíamos ter um namoro terminado dessa forma. Nós não conseguimos conter nossos sentimentos dessa forma. Fazer parecer que está tudo bem sendo que não está. E sabe que eu invejo isso nos garotos.
Mas eu espero que esteja tudo bem mesmo. Você gostava bastante dela não é.
E começo a achar que até demais.
Mas você é bonito, inteligente. Tem um monte de garotas ai querendo ficar com você. Claro que vai achar uma que mereça.
Essa é a parte difícil. Hahaha.
Pode até ser mesmo. Nós víamos o jeito que você era atencioso com a Marissa.
E mesmo assim ela continuava a dizer que eu não estava presente o bastante. Que só queria saber dos amigos.
− O que não é verdade todo mundo sabe.
− Pena que menos ela. Disse que vai encontrar outro alguém que mereça mais ter ela por perto.
 Pensei comigo: coitado do azarado.
− Talvez ficar solteiro um pouco vai até de fazer bem você vai ver. Escuta a voz da experiência.
 Nós dois rimos e no mesmo instante Lisa também.
 E tivemos a conversa interrompida pela professora de português que já entrou na sala “elogiando” a turma pela bagunça.
  É muito engraçado como as pessoas podem não valorizar quem merece. Espero que um dia pessoas como a Marissa acordem e vejam o quanto elas perderam em deixar que pessoas como o Mateus passem por suas vidas despercebidos sem que lhe sejam dada o devido valor. Espero que durante o meu percurso por esses caminhos tortuosos da vida eu não cometa esse tipo de erro.
 Cada qual nesse mundo possui o seu valor. E compete a nós sabermos como aproveitar de uma forma boa o que as pessoas tem de melhor para nos oferecer. Vamos ver o que o futuro reserva ao Mateus.
  

domingo, 24 de janeiro de 2010

Descomeço.

Just a day, just an, ordinary day
Just tryin' to get by
Just a boy, just an, ordinary boy but
He was looking to the sky and
As he asked if I would come along


“Ordinary Day”  Vanessa Carlton


E mais um ano se inicia. Novas escolhas.Novas pessoas entrando e saindo da minha vida.E acima de tudo muita coisa a aprender. E esse ano eu sinto que vai ser um dos mais especiais da minha vida o porquê eu ainda não sei, mas a Lisa sempre fala que temos a mania de nos precipitarmos quanto ao futuro. Eu adoro tentar saber o que vai acontecer o que vão dizer, mas ela sempre diz para eu parar com isso.
− Você fica desse jeito. Ociosa.
Mas ñ importa. Minhas expectativas são sempre as melhores. E como sempre o ano começa da mesma forma sempre muito calmo... Daquele jeito que você nunca da nada por ele. Como se fosse um mero despercebido em uma multidão de dias, horas e momentos. Mas sei que como nos outros anos isso só não passa de um disfarce.
 Parece tudo no mesmo lugar. As pessoas, as construções tudo parece imutável. Porém são necessários pequenos acontecimentos para que tudo que conhecemos achamos que conhecemos comece a ruir aos poucos. E talvez por pensarmos que atitudes que tomemos, sejam elas de forma abruta ou que nos pareça de pura responsabilidade, são culminantes para os fatos que se seguiram. E de grande certeza o fato de que tudo está em constante mutação, e não falo apenas de forma biológica ou de construções de uma área urbana. Refiro-me a aquilo que realmente existe dentro de cada um. Falo isso para lhes explicar como pequenas coisas, atitudes, gestos e olhares são capazes de ter conseqüências catastróficas. E como disse tudo que achamos que conhecemos acaba em pó.
  Primeiro dia de aula esse ano. Tudo como de costume. Os mesmos grupos. Mesmos monitores. A Lisa como sempre ao meu lado ao entrar na escola. Mateus e Rick não estão presentes por morarem do outro lado da cidade e só nos vemos mesmo dentro de sala. E essa primeira caminhada pelo pátio e pelas rampas da escola são como uma forma que usamos para meio que nos readaptarmos ao que fazemos de costume e ao que nos entregaremos novamente, que é toda aquela rotina da escola. Além de analisarmos os novos alunos, ver quem interessa os que agradam ou não, as possíveis rivais e os possíveis afetos.
 − Mille vamos logo pegar os novos horários? Por incrível que parece eu já estou com saudades das férias...
− Amiga acho que esse vai ser um desejo que vai se permanecer eternamente em nós. Hahahahahaha
− É verdade... Mas vamos logo. Temos que encontrar ainda os garotos. Isso se eles vierem hoje não é? Adoram matar a primeira semana de aula.
− É mesmo. Mas ontem durante a conversa Mateus estava perguntando perguntou ao Rick se ele queria carona sinal de que vão estar aqui hoje. Vamos então. Estou ansiosa para saber os dias de aula vaga.
 Fomos até o grande mural de horários e como sempre encontramos aquela bagunça de estudantes. Alguns festejavam bons horários, outros lamentavam algum professor de matemática ou de educação física. Lisa como sempre prevenida já empunhava papel e caneta enquanto na minha cabeça nem tinha passado a idéia de pegar alguma coisa em meu material. Para não parecer completamente inútil me propus a anotar o horário.
− Pode deixar que eu copio Lisa.
− Ta bom.Toma. Ela me entregou inúmeras canetas coloridas e um bloco de anotações. Sabia que não era detalhista como ela e iria usar apenas uma cor. Sua eficiência quase que foi inútil. Meio que desajeitada entre o cotovelo de alguém e os cabelos de uma garota consegui um apoio para o bloco, poderia até ser as costas de alguém no meio de toda aquela bagunça. De forma impressionante o apoio do meu bloco começou a se mover e foi quando tudo foi ao chão e por muita sorte eu não, imagina esse mico em frente de todo o colégio e dos novos alunos...
Logo em seguida consegui recuperar o bloco e de forma cautelosa, mas desesperada ao mesmo tempo coloquei-me a catar aquela infinidades de canetas da Lisa. Ela também se pôs a catar as canetas para me ajudar.
 Chegando quase a completar a quantidade total de canetas percebi algo impossibilitando que eu pegasse a ultima das canetas até que percebi que se tratava de um pé. Parei de puxar o objeto e me pus de pé. Uma voz masculina ressaltou-se.
− É sua essa caneta? Fiquei meio lenta olhando pro garoto por alguns segundos. Era muito bonito. Alto, no entanto com feições bem jovens, cabelos curto, mas com o comprimento necessário para se perceber que eram muito lisos, olhos claros e lábios perfeitamente desenhados.
− Não... Quer dizer sim... Mais ou menos. São da minha amiga.
Ele deu um sorriso meio de lado. E se abaixou de forma majestosa para pegar a caneta. Segurou a caneta mantendo-a suspensa em minha direção. Hesitei por alguns segundos para pegar a caneta da mão dele. Mas peguei a caneta da mão dele. E acidentalmente encostei na mão dele e me senti estranha com isso. Foi como se a minha mão estivesse extremamente gelada e a dele em um ardor incomum. Abaixei a minha mão ligeiramente juntando a caneta que faltava às outras.
− Oi meu nome é Lucas.
− Oi. Minha voz quase que falhou. − Você é novo por aqui.
− É sou sim me mudei para cá esse ano.
­− Desculpa nem me apresentei. Mille. E essa é minha amiga Lisa.
 Ela não teve a mesma reação nervosa que eu e deu-lhe a mão educadamente. E me deu uma olhada tipo. “Nossa...”.
− Prazer em conhecê-las. Desculpa não poder dar atenção a vocês duas, mas é que ainda tenho que me habituar ao campus da escola. E encontrar a minha sala.
Eu me mantive quieta. Lisa foi mais educada.
− Ok. Qualquer coisa nós podemos te ajudar. Eu sou do jornal da escola e sempre estou por dentro de tudo. E a Mille também conhece tudo aqui.
− É qualquer coisa pode nos procurar.
− Obrigado garotas até mais ver.
Ele se afastou de forma destacável entre todos no pátio. Lisa virou-se para mim.
− O que houve. Ficou meio viajante derrepente. Foi o menino?
− Que o que Lisa. Nem conheço o garota ta louca.
−  Sei lá. Olha os meninos ali. Vamos lá.
Entreguei o bloco e as canetas para Lisa.E enquanto eles se aproximavam e começavam a falar parecia que meus pensamentos sairam de mim e começaram a vagar e eu ao mesmo tempo me questionava: como eu me sentia estranha. Como ao gestos daquele menino, seu jeito, sua voz, tinha surtido efeito nostálgico em meus sentidos. Foi impressionante. Sabia que havia algo de estranho comigo mesma.Parecia que naquele momento meu corpo não me respondia, tudo em mim falhava. E atenção fosse uma coisa que eu não conhecesse. Minha mete se focasse na respiração dele e na minha ao mesmo tempo. Ainda me questionava sobre aquilo tudo, quando fui chamada atenção. Era Mateus.
− Mille? Você vai  ficar ai já estamos subindo.
− Oi??? Não vamos.
− Você está meio distante.
− Não só estava pensando no início das aulas.
− Sabe que eu também. Já estava ansioso.
 Mateus pôs os braços sobre meus ombros me pus ao lado de Lisa e Rick e fomos para a nossa sala como de costume.



Just a dream, just an, ordinary dream
As I wake in bed
And that boy, that ordinary boy
Was it all in my head?


Ele (Mateus)

Come up to meet you, tell you I'm sorry.
You don't know how lovely you are
I had to find you, tell you I need you
And tell you I set you apart
Tell me your secrets, and ask me your questions
Oh let's go back to the start…

  “The Scientist” Coldplay


− Olha que bonito. Todo mundo reunido.
− Mateus!
− Oi gente.
− Estávamos só esperando por você.
Lisa falou com um tom de pressa. Ela  é super pontual e não gosta muito de atrasos mesmo quando o atrasado é o Mateus.
− Como foi a viagem?
− Incrível Rick. Você nem imagina. Muita neve e frio a Lisa que iria gostar.
− Não liga não ainda estou aqui te invejando. Hahaha.
 O Mateus viajou com os pais nessas férias para a Suíça. Ficou lá um mês inteiro das férias deixou agente na maior saudade.
− Vamos então ver o filme antes que a Lisa me mate?
− É acho melhor mesmo. Disse Lisa já se pondo de pé e quase que me puxando da minha cadeira.
Mateus sempre foi muito família. Eu o conheço assim como a Lisa, desde criança, estudamos sempre juntos. Mas ele só começou a se unir mais a mim e a Lisa depois de algum tempo. E mais tarde com O Rick. E de todos é o mais distante, em termos, do grupo. Ele ainda é muito ligado a outros meninos da escola que também estudam conosco há algum tempo.
 Mas nem por isso deixa de demonstrar o quanto gosta da gente. Sua personalidade é bem forte, de uma pessoa de fibra mesmo. Sinto-me tão protegida quando estou perto dele, e sei que transmite essa proteção a todos que convivem com ele. Também se destaca na escola, não pelos atributos que eu Lisa e Rick vemos neles, mas pelas suas qualidade físicas. Para muitos o que só importa é o que a pessoa aparenta ser externamente e deixam de aproveitar o que de melhor o outro tem. Esquecendo que beleza externa não é capaz de completar a pessoa como um todo e que na verdade ela pode deixar uma enorme lacuna entre a pessoa como ela verdadeiramente é e o que as pessoas julgam e esperam dela.
 E isso acontece com o Mateus. Ele sente falta de ter mais pessoas que gostem dele apenas por gostar, não por causa de bens materiais ou por beleza. Por muito tempo ele teve quase tudo que ele queria, mas só Le faltava uma coisa e a mais importante de todas: amizade de verdade. E foi esse o principal motivo de um garoto que freqüentava um circulo de amigos tão diferente passar a andar com agente. E Rick foi um garoto que mostrou para ele que ainda existem pessoas que se aproximam das outras “meramente” porque elas vêem coisas boas na outra no sentido de ser humano.
 Mateus ainda não se desvencilhou totalmente desses “amigos’ dele. Mas são faces de um passado que ainda se faz presente na vida dele e isso é ele mesmo que tem que tomar suas próprias conclusões e reações. Amigos servem para dar o caminho e não para arremessar o outro aonde você acha que ele se encaixará melhor. E com o tempo eu sei que ele vai saber tomar sua próprias conclusões ele é ume garoto muito maduro e capaz de se manter nesse mundo de pessoas medíocres e soberbas, não pelo quem eles tem, mas pelo o que lhes falta: amor de verdade. 

sábado, 23 de janeiro de 2010

Ele (Rick)



But we're never gonna survive, unless...
We get a little crazy
No we're never gonna survive, unless...
We are a little crazy...


“Crazy” Alanis Morrissete


− Mille... A campainha está tocando atende pra mim!
− Já vou...
− Oi Mille.
− Lisa... Tudo bem?
− Uhum... O Rick vai esperar agente lá no Café... Já falei com ele. Depois o Mateus vai aparecer também, só deve se atrasar um pouco.
− Então ta. Já estou pronta vamos?
− Que milagre você não se atrasar hein...hahaha.
− Não começa não boba. Mãe já estou indo.
− Tá bom filha. Vê se não demora e qualquer coisa avisa.
− Pode deixar que eu cuido dela tia Márcia.
− Então ta Lisa. Tchau meninas.
− Tchau.
 Sair com meus amigos é uma das coisas que eu mais gosto de fazer.Eles me completam de uma forma surpreendente, e por mais que divergíssemos em muitos pontos acabávamos todos unidos. Até por que são os amigos, essas pessoas especiais, que tornam nossa vida um pouco melhor. E é com eles que eu posso me abrir sobre tudo, ser eu mesma e não ter vergonha de expressar o quanto eu gosto de um grupo de pessoas.
− Oi Rick!!!
− Meninas!!! Como vocês estão?
− Melhor agora.
− Que bom. Mas diga Mille. Como foram as férias?
− Nada de mais. Passei as férias inteiras com Lisa praticamente. Foi ótimo.
­− Por culpa dela mesma. Eu não queria ir pra praia mas ela me arrastou .
A Lisa odeia praia. Não gosta de areia e muito menos de biquíni.
− Mas foi divertido mesmo eu odiando aquele calor. Faltou você e o Mateus lá...
− Hahaha... Tenho certeza que vocês se divertiram bem mais sem os garotos.
− Fala sério Rick...Claro que não.Como a Lisa disse faltou vocês lá.

O Rick (Ricardo) é um menino super divertido. Adora fazer suas piadinhas e rir de tudo, o que me irrita às vezes. Ele é o mais novo do nosso grupo.Veio de uma cidade do interior a pouco mais de dois anos. Ficou meio deslocado na escola inicialmente, mas acabou virando um dos melhores amigos do Mateus e em conseqüência meu e da Lisa. Ele se encaixou perfeitamente entre nós três. O Rick tem o melhor astral que você pode encontrar em uma pessoa. Nunca vi ele reclamar de algo ou se entristecer. Quando algum dos amigos está triste é sempre ele que assume o papel de colocar todo mundo pra cima. E apesar dessa maneira infantil dele às vezes lidar com as situações, ele sabe quando tem que falar sério e tomar atitudes maduras. Ele tem o papel de representar o nosso lado mais extrovertido, de ter sempre algo engraçado pra dizer.
 Ele e a Lisa costumam se estranhar, mas sei que eles se adoram. A Lisa não consegue mais viver sem as palhaçadas do Ricardo da mesma forma que ele não vive mais sem as broncas dela. Os dois possuem o relacionamento de amizade mais bipolar da história e isso acaba sempre trazendo momentos de grande risadas para mim e para o Mateus.
 E sei que é isso que torna a nossa amizade mais forte: a diversidade entre nós quatro, cada qual com sua peculiaridade, maneira de pensar e ver o mundo. E essa diferença só nos trouxe para mais perto. E a cada dia percebemos como os nosso laços são estreitados, para que aprendamos como entender um ao outro em sua verdadeira forma, sem nos focarmos em como poderíamos odiar um ao outro por sermos pessoas totalmente adversas. E o Rick vem para mostrar para todos nós como esquecer os problemas e focar-se no sorriso de um amigo é importante. Agente precisa dessas pessoas de alma infantil, pura ao nosso redor. Afinal como ele mesmo sempre diz: ‘o sorriso de um amigo sempre vale a pena”.    

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ela ( Lisa)

Give me a little time
Come leave me alone a little while

“Tomorrow” Avril Lavigne


 − Alô Lisa!!!
 − Diga Mille… Sumida.
­ − Que nada. Você vai sair hoje com a gente?
− Aii…Nem sei ainda…
− Para com o desânimo hein...Início de ano você precisa estar mais animada!
− Ta você sempre consegue me convencer. Que horas?
− Vai ser às sete. Passa aqui em casa, é só descer dois andares mesmo. Devemos pegar um cinema. Só depende de você e dos meninos.
− Tá legal então. Quando encontrarmos eles a gente ver direito.Beijo e até.
− Beijo...

 Lisa é uma das pessoas mais complexas que eu conheço na minha vida, ela consegue ser tão auto-explicativa e indefinida ao mesmo tempo, que consegue às vezes me levar aos mundos de complexidades dela. Mas sei que por trás daquela maquiagem pesada e suas roupas pretas existe uma menina super compreensiva, a Lisa que eu conheço e que talvez seja uma completa desconhecida pra todos. Conhecemos-nos desde pequenas, moramos no mesmo prédio há anos, convivemos com os mesmos amigos e gostamos praticamente das mesmas coisa. Desde sempre ajudando uma a outra, seja nas mínimas coisas. Na vida ela sempre foi quem esteve ao meu lado, desde a separação dos meus pais até aos problemas que eu teria desses dias em diante. Por mais diferentes que somos completamos-nos de forma surpreendente.
 E ela tem em sua essência formas especiais de conseguir compreender as pessoas, ter domínio total de como entender cada sentimento, por mais que ela não seja detentora de todos os seus próprios sentimentos. Ela consegue te fazer sentir melhor com pequenos atos, transforma seu dia de maneiras surpreendentes.
 Lisa consegue também ser totalmente desligada quanto à forma das pessoas julgarem as outras e a ela mesma, o que dizem pessoas que não importam para ela pouco importa. Só me preocupo com a forma pessimista que ela vê o mundo. Porém ela tenta melhorá-lo, mesmo que nas mínimas coisas.
 Quando tínhamos treze anos o pai dela faleceu, foi uma das piores situações que tivemos que passar, ela já era uma menina super adulta e a partir desse momento construiu uma pessoa mais adulta ainda. É impressionante como uma pessoa consegue lidar com uma situação tão delicada assim de forma tão madura ainda enquanto criança. Mas sei que ela ainda guarda tristeza daquele tempo, seu jeito super reservado sempre a impede de falar das suas emoções, por mais que ela seja ótima para poder dar conselhos. E essa mania dela de guardar tudo a transforma em uma pessoa extremamente melancólica. Ela sempre foi e sempre será minha grande amiga, por mais que as coisas saiam um pouco do nosso controle.
  

A Escola





 Um dos ambientes que os adolescentes mais gostam e desgostam ao mesmo tempo é a escola...É sempre nela aonde tudo acontece. E é mais do que um lugar em que se aprende trigonometria ou gramática é lá que por incrível que pareça acabamos tendo grandes lições sobre a vida e até sobre nós mesmos, e isso por meio da convivência com os outros. Às vezes o ambiente nos parece hostil, adolescente tem mania de fazer isso com os lugares, mas sempre há pessoas que fazem com que tudo seja bem melhor.
 Na escola encontramos todo tipo de pessoa e é por isso que todo mundo consegue se encaixar em um grupo, nós até que conseguimos sermos democráticos.Meu grupo por exemplo é bem misto, e eu gosto dessa mistura de formas de pensar, felizmente me adapto com facilidade a diferentes tipos de pessoas, talvez elas que não se adaptem a mim.
 E a escola esconde muito mais dentro daquelas paredes do que nós possamos imaginar. E é fora das salas de aula onde tudo se define, onde os grupos de amigos se juntam e onde a maioria das coisas interessantes vai acontecer. A escola consegui de uma maneira sutil modelar a gente a cada dia,seja por meio das pessoas que nos relacionamos ou por meio das experiências que ela nos torna possível experimentar. Nela também podemos nos deixar levar por erros, conseqüências de escolhas que nós mesmos tomamos e podemos deixar que passem despercebidas até que nos são mostrados o que advêm de tudo aquilo.
 Acho que a escola não seria cenário melhor pra tudo que nos espera. E é lá que passamos nossos melhores momentos seguidos de alguns não tão bons assim. É lá que conhecemos as pessoas, nem sempre elas por completo, mas nos fornecesse o necessário para conseguirmos definir pouco a pouco cada um . Pode até ser irônico mas com certeza vamos um dia sentir falta disso tudo.
 E somos nós quem construímos os ambientes que habitamos, cabe a nós tornamos melhor ou ruim. E agora entrando em uma nova fase da minha vida vejo como a escola vai influenciar nos acontecimentos decorrentes. Vejamos o que nos espera!!!    

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Eu (Mille)


Why'd you have to go and make things so complicated? 
see the way you're acting like you're somebody else gets me frustrated 
Life's like this you 
You fall and you crawl and you break 
and you take what you get and you turn it into 
honesty you promise me I'm never gonna find you fake it

 “Complicated”    Avril Lavigne


Acho que tudo começa antes de nascermos...somos levado a uma batalha para tentarmos sobreviver e decidir de forma quase que selvagem quem irá habita uma barriga dali em diante.E depois de passado algum tempo nada muda.Sempre estamos sendo obrigados a vencer nossos limites e postos a prova de todas as formas.
  E talvez essa disputa seja ainda mais intensa quando se tem 15 anos.Adolescência é sinônimo de desafio.Somos bombardeados por escolhas, pessoas e até por problemas que são meramente criados por nós mesmos...E eu sou uma dessas pessoas que adoram se complicar com tudo.Indo dos meu pais aos amigos na escola.Acho que nasci para fazer as coisas erradas.Mas até que consigo me virar bem com tudo isso.Talvez eu não viveria tão bem se minha vida não fosse assim.Adoro todo mundo e vivo bem nesse mundo mesmo ele sendo do jeito que é.E talvez eu seja bem mais do que uma adolescente em crise com os amigos e garotos, vivendo em meio a tanta conturbação.Quem sabe eu começo a fazer as coisas diferentes...Acho difícil...Mas chega uma hora em que tudo parece estar perfeito e é ai que os problemas começam, acho que essa história de que uma calmaria guarda grandes tempestades (ou é o contrário???) é mesmo verdade.E fazendo uma análise dos fatos até que sou controlada porque uma pessoa na minha idade ter que se preocupar com tanta coisa dessa forma era para no mínimo se desesperar.Só me acho muito muito  apreensiva com tudo...Não consigo ser espontânea.E também sou muito detalhista.Espero não que eu faça tudo certo mas que não decepcione ninguém.Sei que nunca fazemos as coisas suuper certas mais sempre tento.

Prólogo








E entre essas duas formas de amar eu teria que escolher a qual caminho seguir.Será que eu estava sendo justa com eles ou procurava apenas por aquilo que melhor fosse para mim.Realmente não tinha certeza das decisões que eu tomaria a partir daquele momento.Ele me olhou por alguns instantes.Segurou a minha mão, de uma forma tão apreensiva que eu pude quase que captar todos os seus pensamentos.Ensaiou uma reação, mas rendeu-se.Contive me por algum estante e então pronunciei as palavras pelas quais talvez me arrependesse pelo resto da minha vida.  


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O Convite

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O novo solteiro.

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Descomeço.

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Ele (Mateus)

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Ele (Rick)

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Ela ( Lisa)

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A Escola

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Eu (Mille)

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Prólogo