Just a day, just an, ordinary day
Just tryin' to get by
Just a boy, just an, ordinary boy but
He was looking to the sky and
As he asked if I would come along
Just tryin' to get by
Just a boy, just an, ordinary boy but
He was looking to the sky and
As he asked if I would come along
“Ordinary Day” Vanessa Carlton
E mais um ano se inicia. Novas escolhas.Novas pessoas entrando e saindo da minha vida.E acima de tudo muita coisa a aprender. E esse ano eu sinto que vai ser um dos mais especiais da minha vida o porquê eu ainda não sei, mas a Lisa sempre fala que temos a mania de nos precipitarmos quanto ao futuro. Eu adoro tentar saber o que vai acontecer o que vão dizer, mas ela sempre diz para eu parar com isso.
− Você fica desse jeito. Ociosa.
Mas ñ importa. Minhas expectativas são sempre as melhores. E como sempre o ano começa da mesma forma sempre muito calmo... Daquele jeito que você nunca da nada por ele. Como se fosse um mero despercebido em uma multidão de dias, horas e momentos. Mas sei que como nos outros anos isso só não passa de um disfarce.
Parece tudo no mesmo lugar. As pessoas, as construções tudo parece imutável. Porém são necessários pequenos acontecimentos para que tudo que conhecemos achamos que conhecemos comece a ruir aos poucos. E talvez por pensarmos que atitudes que tomemos, sejam elas de forma abruta ou que nos pareça de pura responsabilidade, são culminantes para os fatos que se seguiram. E de grande certeza o fato de que tudo está em constante mutação, e não falo apenas de forma biológica ou de construções de uma área urbana. Refiro-me a aquilo que realmente existe dentro de cada um. Falo isso para lhes explicar como pequenas coisas, atitudes, gestos e olhares são capazes de ter conseqüências catastróficas. E como disse tudo que achamos que conhecemos acaba em pó.
Primeiro dia de aula esse ano. Tudo como de costume. Os mesmos grupos. Mesmos monitores. A Lisa como sempre ao meu lado ao entrar na escola. Mateus e Rick não estão presentes por morarem do outro lado da cidade e só nos vemos mesmo dentro de sala. E essa primeira caminhada pelo pátio e pelas rampas da escola são como uma forma que usamos para meio que nos readaptarmos ao que fazemos de costume e ao que nos entregaremos novamente, que é toda aquela rotina da escola. Além de analisarmos os novos alunos, ver quem interessa os que agradam ou não, as possíveis rivais e os possíveis afetos.
− Mille vamos logo pegar os novos horários? Por incrível que parece eu já estou com saudades das férias...
− Amiga acho que esse vai ser um desejo que vai se permanecer eternamente em nós. Hahahahahaha
− É verdade... Mas vamos logo. Temos que encontrar ainda os garotos. Isso se eles vierem hoje não é? Adoram matar a primeira semana de aula.
− É mesmo. Mas ontem durante a conversa Mateus estava perguntando perguntou ao Rick se ele queria carona sinal de que vão estar aqui hoje. Vamos então. Estou ansiosa para saber os dias de aula vaga.
Fomos até o grande mural de horários e como sempre encontramos aquela bagunça de estudantes. Alguns festejavam bons horários, outros lamentavam algum professor de matemática ou de educação física. Lisa como sempre prevenida já empunhava papel e caneta enquanto na minha cabeça nem tinha passado a idéia de pegar alguma coisa em meu material. Para não parecer completamente inútil me propus a anotar o horário.
− Pode deixar que eu copio Lisa.
− Ta bom.Toma. Ela me entregou inúmeras canetas coloridas e um bloco de anotações. Sabia que não era detalhista como ela e iria usar apenas uma cor. Sua eficiência quase que foi inútil. Meio que desajeitada entre o cotovelo de alguém e os cabelos de uma garota consegui um apoio para o bloco, poderia até ser as costas de alguém no meio de toda aquela bagunça. De forma impressionante o apoio do meu bloco começou a se mover e foi quando tudo foi ao chão e por muita sorte eu não, imagina esse mico em frente de todo o colégio e dos novos alunos...
Logo em seguida consegui recuperar o bloco e de forma cautelosa, mas desesperada ao mesmo tempo coloquei-me a catar aquela infinidades de canetas da Lisa. Ela também se pôs a catar as canetas para me ajudar.
Chegando quase a completar a quantidade total de canetas percebi algo impossibilitando que eu pegasse a ultima das canetas até que percebi que se tratava de um pé. Parei de puxar o objeto e me pus de pé. Uma voz masculina ressaltou-se.
− É sua essa caneta? Fiquei meio lenta olhando pro garoto por alguns segundos. Era muito bonito. Alto, no entanto com feições bem jovens, cabelos curto, mas com o comprimento necessário para se perceber que eram muito lisos, olhos claros e lábios perfeitamente desenhados.
− Não... Quer dizer sim... Mais ou menos. São da minha amiga.
Ele deu um sorriso meio de lado. E se abaixou de forma majestosa para pegar a caneta. Segurou a caneta mantendo-a suspensa em minha direção. Hesitei por alguns segundos para pegar a caneta da mão dele. Mas peguei a caneta da mão dele. E acidentalmente encostei na mão dele e me senti estranha com isso. Foi como se a minha mão estivesse extremamente gelada e a dele em um ardor incomum. Abaixei a minha mão ligeiramente juntando a caneta que faltava às outras.
− Oi meu nome é Lucas.
− Oi. Minha voz quase que falhou. − Você é novo por aqui.
− É sou sim me mudei para cá esse ano.
− Desculpa nem me apresentei. Mille. E essa é minha amiga Lisa.
Ela não teve a mesma reação nervosa que eu e deu-lhe a mão educadamente. E me deu uma olhada tipo. “Nossa...”.
− Prazer em conhecê-las. Desculpa não poder dar atenção a vocês duas, mas é que ainda tenho que me habituar ao campus da escola. E encontrar a minha sala.
Eu me mantive quieta. Lisa foi mais educada.
− Ok. Qualquer coisa nós podemos te ajudar. Eu sou do jornal da escola e sempre estou por dentro de tudo. E a Mille também conhece tudo aqui.
− É qualquer coisa pode nos procurar.
− Obrigado garotas até mais ver.
Ele se afastou de forma destacável entre todos no pátio. Lisa virou-se para mim.
− O que houve. Ficou meio viajante derrepente. Foi o menino?
− Que o que Lisa. Nem conheço o garota ta louca.
− Sei lá. Olha os meninos ali. Vamos lá.
Entreguei o bloco e as canetas para Lisa.E enquanto eles se aproximavam e começavam a falar parecia que meus pensamentos sairam de mim e começaram a vagar e eu ao mesmo tempo me questionava: como eu me sentia estranha. Como ao gestos daquele menino, seu jeito, sua voz, tinha surtido efeito nostálgico em meus sentidos. Foi impressionante. Sabia que havia algo de estranho comigo mesma.Parecia que naquele momento meu corpo não me respondia, tudo em mim falhava. E atenção fosse uma coisa que eu não conhecesse. Minha mete se focasse na respiração dele e na minha ao mesmo tempo. Ainda me questionava sobre aquilo tudo, quando fui chamada atenção. Era Mateus.
− Mille? Você vai ficar ai já estamos subindo.
− Oi??? Não vamos.
− Você está meio distante.
− Não só estava pensando no início das aulas.
− Sabe que eu também. Já estava ansioso.
Mateus pôs os braços sobre meus ombros me pus ao lado de Lisa e Rick e fomos para a nossa sala como de costume.
Just a dream, just an, ordinary dream
As I wake in bed
And that boy, that ordinary boy
Was it all in my head?
As I wake in bed
And that boy, that ordinary boy
Was it all in my head?






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